Alemanha – O Ensino Religioso na Alemanha oriental ex-comunista

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Alemanha – O Ensino Religioso na Alemanha oriental ex-comunista

Na Alemanha, o Ensino Religioso é disciplina curricular em todas as escolas públicas do primário até o segundo grão. A Constituição da Federação Alemã garante aos pais o ensino dos seus filhos na sua própria confissão. Quem não quer que os filhos participem devem o declarar na diretoria e participar de uma outra disciplina. Os curriculos são elaborados por especialistas na responsabilidade das autoridades públicas em convênios com as comunidades religiosas, pois ficou acertado – no caso da igreja católica por um concordado entre o Estado e a Santa Sé – que os currículos devem ser aprovados pelas respectivas igrejas. Os professores formados em faculdades públicas precisam igualmente ser legitimadas por suas respectivas igrejas (Missio Canônica). Mesmo se em toda Alemanha a secularização, o consumismo, até a descristianização, e – com a presença crescente de imigrantes mulçumanos – a multiculturalidade aumenta, na parte ocidental da Alemanha o Ensino Religioso continua bem organizado e funciona bem. Na parte oriental da Alemanha, já na época do nazismo mais influenciada pela propaganda anticristã, de 1945 até 1989 o sistema comunista organizava o ensino público estritamente em uma ideologia materialista e átea. O resultado – já na terceira geração – é uma população, na grande maioria sem nenhuma confissão religiosa, ou átea ou com idéias vagas de religiosidade mista, confusa, sincretista, supersticiosa, mas no fundo dum materialismo prático-econômico. Apenas um vinte porcento continuam membros duma igreja protestante (em Saxônia: luterana), e menos de cinco porcento da igreja católica. Mas integrando agora a federação Alemã com a sua Constituição, também na Alemanha oriental os pais têm o direito de que nas escolas públicas seus filhos recebem um ensino religioso na sua confissão religiosa. Quem não participa é obrigado á seguir um curso – na Saxônia – de Ética, ainda mal organizado por falta de professores formados naquela matéria nova. Na Saxônia (no meu estado atual) os católicos só constituem 3,8 % da população. Isso significa: Só 1,7 % dum grupo escolar, ou 0,7 alunos são católicos. Mas o mínimo de um grupo para o ensino religioso, organizado e pago pelo estado, é oito, excepcionalmente seis alunos. Para um grupo funcionar, os alunos são de diferentes grupos duma escola, diferentes anos escolares, muitas vezes de diferentes escolas, mesmo de escolas de diferentes tipos. Por isso, o ensino público, com autorização da administração escolar, se realiza concentrado em salas das respectivas paróquias. Por falta de professores públicos, formados para o ensino de religião, os padres das paróquias e os leigos formados no serviço da igreja, refinanciados pelo estado por aula de ER, por convênio com o estado dão de duas até seis aulas de ER, não sempre bem distintas da catequese paroquial et sacramental. Impulsos pelo ecumenismo da igreja atual, mas aqui – mais ainda – pela situação comum duma “diáspora cristã” dentro de uma maioria areligiosa ou átea, as igrejas luteranas et católica apóiam uma colaboração das confissões cristãs e estudam possibilidades duma colaboração ainda maior, evitando o perigo dum sincretismo religiose superficial que não transforma a vida pessoal das pessoas. Por falta de professores formados (e de dinheiro público!) geralmente só tem uma aula de ER por semana, mesmo se a lei prevê duas. Só em umas escolas “modelas” se experimenta o ER com duas aulas, no caso que seja possível paralelamente o ensino religioso protestante, católico e de ética, o que fica bem excepcional. Nos últimos dois anos dos colégios (11 a e 12 a sérias), o ensino de duas aulas por semana fica obrigatório; mas só 14 colégios em todo o estado de Saxônia podem organizar grupos de ER naqueles anos escolares. A colaboração entre autoridades publica e eclesiais, em geral, se realiza correta-e eficazmente. Os esforços têm que ser enormes, vendo os problemas organizatórios, econômicos e pessoais. Não todos querem se engajar do jeito necessário, sobre tudo onde tem pessoas menos interessadas duma formação religiosa, e não faltam entre os diretores das escolas pessoas da era anterior “vermelha”, que não vêem nenhuma necessidade duma formação religiosa dos futuros cidadãos europeus nascidos em Saxônia. Participação no Ensino Religioso Católico em relação ao desenvolvimento do número dos alunos na Saxônia (Alemanha oriental ex-comunista).

Fonte: Godehard Pünder, Lic.Phil.Lic.Theol. Responsável da formação contínua dos professores do ER

Publicado originariamente em 2013.

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