Amazonas – XII SEFOPER discutirá Ensino Religioso enquanto área do conhecimento da Educação Básica

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Amazonas – XII SEFOPER discutirá Ensino Religioso enquanto área do conhecimento da Educação Básica

As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica (DCNGEB), compreendem, em seu art. 11, que a escola de educação básica é o espaço em que se ressignifica e se recria a cultura herdada, reconstruindo-se as identidades culturais, em que se aprende a valorizar as raízes próprias das diferentes regiões do País.

Segundo as Diretrizes, a forma de organização da educação básica gira em torno do conceito de currículo, entendido como um conjunto de valores e práticas que proporcionam a produção, a socialização de significados no espaço social e contribuem intensamente para a construção de identidades socioculturais dos educandos. Este currículo é composto por duas dimensões:

I – Base nacional comum, constituída por conhecimentos, saberes e valores produzidos culturalmente, expressos nas políticas públicas e gerados nas instituições produtoras do conhecimento científico e tecnológico; no mundo do trabalho; no desenvolvimento das linguagens; nas atividades desportivas e corporais; na produção artística; nas formas diversas de exercício da cidadania; e nos movimentos sociais. Integram a base nacional comum nacional:

a) a Língua Portuguesa;

b) a Matemática;

c) o conhecimento do mundo físico, natural, da realidade social e política, especialmente do Brasil, incluindo-se o estudo da História e das Culturas Afro-Brasileira e Indígena,

d) a Arte, em suas diferentes formas de expressão, incluindo-se a música;

e) a Educação Física;

f) o Ensino Religioso (DCNGEB, art. 14).

Tais componentes curriculares são organizados pelos sistemas educativos, em forma de áreas de conhecimento, disciplinas, eixos temáticos, preservando-se a especificidade dos diferentes campos do conhecimento, por meio dos quais se desenvolvem as habilidades indispensáveis ao exercício da cidadania, em ritmo compatível com as etapas do desenvolvimento integral do cidadão.

II – Parte diversificada, que enriquece e complementa a base nacional comum, prevendo o estudo das características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da comunidade escolar, perpassando todos os tempos e espaços curriculares constituintes do ensino fundamental e do ensino médio, independentemente do ciclo da vida no qual os sujeitos tenham acesso à escola.

A parte diversificada pode ser organizada em temas gerais, na forma de eixos temáticos, selecionados colegiadamente pelos sistemas educativos ou pela unidade escolar.

Mas é nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos (DCNEF) que a organização curricular por área do conhecimento é apresentada de maneira mais explícita. O art. 13, explica que os conteúdos escolares são constituídos por componentes curriculares que, por sua vez, se articulam com as áreas de conhecimento, as quais favorecem a comunicação entre diferentes conhecimentos sistematizados entre estes e outros saberes, mas permitem que os referenciais próprios de cada componente curricular sejam preservados.

Em seguida, no art. 15, define que os componentes curriculares obrigatórios do ensino fundamental serão assim organizados em relação às áreas de conhecimento:

I – Linguagens: (Língua Portuguesa; Língua Materna, para populações indígenas; Língua Estrangeira moderna; Arte e Educação Física);

II – Matemática;

III – Ciências da Natureza;

IV – Ciências Humanas: (História; Geografia)

V – Ensino Religioso.

O art. 16, explicita que os componentes curriculares e as áreas de conhecimento devem articular em seus conteúdos, a partir das possibilidades abertas pelos seus referenciais, a abordagem de temas abrangentes e contemporâneos que afetam a vida humana em escala global, regional e local, bem como na esfera individual.

É neste contexto de consolidação da educação básica, do processo de reorganização curricular, de redefinição da base nacional comum e da parte diversificada, da nova relação entre área de conhecimento e componente curricular, que se insere o ensino religioso.

Para discutir estas questões do contexto atual da Educação Básica, o FONAPER propõe as seguintes abordagens:

Conferência de abertura:

Tema:  Organização Curricular da Educação Básica: políticas, concepções e práticas

Mesa I: Ensino Religioso: Área de Conhecimento da Educação Básica

Mesa II: Ensino Religioso e a Proposta Pedagógica da Escola: desafios e perspectivas

Além do mais, ocorrerão as comunicações de trabalhos e pequisas, realização de espaços pedagógicos, noite cultural e com certeza, muita troca de experiências entre educadores, estudantes, pesquisadores de todo o país.

Os valores para inscrição no evento, segue o quadro abaixo:

            ModalidadeAté 01/08/2012Até 09/09/2011
Professores, estudantes, pesquisadores e demais interessadosR$ 50,00R$ 70,00
Filiados ao FONAPER (mediante recibo de quitação anuidade 2011)R$ 35,00R$ 50,00

 

Publicado originariamente em 09 de julho de 2012.

/ Brasil

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