Inglaterra – Uso de véu por muçulmanas é debatido na Grã-Bretanha

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Inglaterra – Uso de véu por muçulmanas é debatido na Grã-Bretanha

Mais um ministro de governo britânico aderiu a um debate cada vez mais acalorado sobre os direitos das mulheres muçulmanas de usar véus no Reino Unido. Em reportagem publicada pelo jornal The Sunday Mirror, o ministro de Fé e Assuntos Religiosos da Grã-Bretanha, Phil Woolas, defendeu a demissão de uma professora substituta que insistiu em usar a peça em uma escola londrina.

A oposição também juntou-se à discussão. David Davis, um dos líderes do Partido Conservador disse que, ao defender a utilização do adereço, líderes muçulmanos estão encorajando um “apartheid voluntário” que pode resultar em uma disseminação do terrorismo na Grã-Bretanha.

O debate público sobre a integração das populações islâmicas à cultura britânica começou no início deste mês, quando o líder do Partido Trabalhista na Câmara dos Comuns, o ex-secretário de Exterior do Reino Unido Jack Straw, disse achar natural pedir que as mulheres muçulmanas retirem o véu para conversar.

A discussão já contou com comentários amplamente publicados do primeiro-ministro Tony Blair e do escritor Salman Rushdie. Hoje, o primeiro legislador muçulmano a ser eleito para a Câmara dos Comuns, Nazir Ahmed, reagiu às declarações, criticando os políticos e a mídia por “demonizarem” a comunidade islâmica do país.

Professora

A polêmica envolvendo a professora substituta Aishah Azmi, de 24 anos, começou depois que ela se recusou a tirar seu véu – que deixa apenas seus olhos visíveis – na frente de colegas homens. Por este motivo, ela foi proibida de dar aulas temporariamente em uma escola de West Yorkshire, um subúrbio ao norte de Londres que conta uma grande população de origem muçulmana. Alunos de 4 a 11 anos freqüentam o colégio.

Azmi insiste que aceitaria tirar o véu desde que não fosse obrigada a fazê-lo diante de um homem adulto. O caso corre agora na Justiça, e uma decisão deve sair nas próximas semanas. “Ela está negando o direito das crianças a uma educação integral. Se ela diz que não trabalha com homens, ela está tirando o direito dos homens de trabalharem na escola”, teria opinado Woolas. “Há certos limites na democracia liberal, e esse é um deles. É um limite que não podemos ultrapassar.”

Publicado originariamente em 26 de novembro de 2013.

/ Internacional

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