Pará – Dez anos do Ensino Religioso na LDBEN nº 9.475/97

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Pará – Dez anos do Ensino Religioso na LDBEN nº 9.475/97

“Namastê” – o deus que vive em mim saúda o deus que vive em você – saudação hindu.

Na abertura do nosso seminário “Dez anos de caminhada: avanços, tropeços e perspectivas” o convite foi para reconhecermos “nossa própria canção”, isto é, relendo o poema “Canção dos Povos” de Tolba Phanem, revimos a nossa história, escutamos nossos sentimentos e lembranças dos últimos dez anos de trabalho com o Ensino Religioso (PCN, FONAPER, Revista Diálogo, sistematização dos planejamentos anuais e tantas coisas mais). Revimos nossa identidade escolar/religiosa e nosso compromisso com o aluno (grande objeto de reflexão) das escolas, públicas e privadas, do nosso estado. E assim, revendo “a nossa beleza, totalidade e propósito”, o que nos caracteriza como professor do ER, fomos ainda desafiados a avançarmos, “e os próximos dez anos, o que esperamos, quais as exigências para o perfil do professor de ER?” É o amor e a lembrança de nossa identidade que poderá nos conduzir ainda por outros caminhos. Esta celebração dos dez anos da LDBEN foi marcada por grandes conferências, desde sua memória (quando tudo começou), fala do representante da Pastoral da Educação da Arquidiocese de Belém, professor José Sousa, as demais representações: SEMEC (secretaria municipal de educação e cultura) prof. Orivaldo, UEPA (universidade estadual do Pará) profª Lourdes e da AEC/Pará (associação das escolas católicas do Pará) prof.Mauro. Ainda tivemos a fala dos professores Antônio Paraense e Marco Antônio doutorandos na UEPA, os quais nos presentearam com informações e vivências belíssimas e encantadoras sobre as possibilidades do religioso, isto é, das aulas do ER serem aplicadas de forma contextualizada e atraente. “O perfil do Professor de ER para os próximos 10 anos” e “A sutileza do Fenômeno Religioso na arte contemporânea” foram os temas das palestras, as quais nos lembraram que “com o passar do tempo, as crenças de diferentes culturas chegaram ao Brasil e, com as crenças indígenas, compuseram o universo religioso e popular de nosso povo …essas manifestações (rituais diversos) têm sido divulgadas pelas artes plásticas, música, literatura, etc”. Representações de Belém do Pará, Abaetetuba, Bragança, Moju e Macapá, nos falaram de suas experiências, organização nos municípios, práticas em sala de aula e dificuldades a serem superadas. Essas experiências sempre nos animam, estimulam e incentivam nossa busca por condições melhores para a nossa prática escolar/religiosa. A presença do Dr. Heraldo Maués, professor de antropologia da UFPA (universidade federal do estado do Pará) nos trouxe alegria. O motivo pelo qual esteve entre nós é que ele e mais outros professores, de outros estados, estarão escrevendo um artigo sobre o ER a nível nacional. Por fim, elegemos uma comissão para pensar o Fórum Estadual Permanente do Ensino Religioso. Sua composição terá diversas responsabilidades enquanto não for eleita a coordenação do mesmo. Já motivados pelo clima das festas juninas encerramos nossa celebração com danças, cantos e rezas… “que seria de mim meu Deus sem a fé em Antônio? …meu pai São João Batista Xangô é dono do meu destino até o fim, se um dia me faltar a fé ao meu senhor, derrube essa pedreira sobre mim, meu pai São João Batista é Xangô” cantado por Maria Bethânia. Lembrando mais uma vez do poema “Canção dos Povos”, antes de lê-lo já me fazia a seguinte pergunta: quais são as canções que nos acompanhou por estes últimos 10 anos no ER? “Encontrar nossas canções nos possibilita transformar e criar permanentemente a relação com o outro” e ainda mais, “sua alma está mais altiva. E a capacidade de se emocionar (o que significa o direito de se sentir frágil e, portanto, humano) é o caminho para o brilho” Dimenstein. Daí a possibilidade de transformarmos, essas canções que fortalecem nossa identidade, em materiais didáticos para a sala de aula. Fica aí a sugestão, faça um levantamento das canções cantadas em sala de aula, celebrações e outros momentos festivos. Essas canções podem ser aquelas populares ou “sagradas”. Com certeza estaremos mais fortalecidos quando cantarmos e lembrarmos delas. Esta atividade foi sugestão extraída do curso de formação em História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. (profª de Ensino Religioso da SEMEC-Secretaria Municipal de Educação e Cultura[5ª a 8ª série] e CESEP-Centro de serviços Educacionais do Pará[1ª a 6ª série do E Fundamental]Rejane de Fátima Gomes Costa – 2007)

Publicado originariamente em 11 de outubro de 2014.

/ Brasil

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