Paraná – ASSINTEC – Evento de Diálogo Inter-Religioso

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Paraná – ASSINTEC – Evento de Diálogo Inter-Religioso

Aconteceu no dia 25 de junho de 2008 às 13 horas e 30 minutos, no auditório da Biblioteca Pública do Paraná o IV evento promovido pela ASSINTEC (Associação Inter-Religiosa de Educação), tendo participado desta representantes do Budismo, Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Luterana, Igreja Anglicana, Hinduísmo, Seicho-No-Ie, Fé Bahá’í, Federação Espírita do Paraná e Igreja Ecumênica da Religião de Deus (LBV). O assunto desenvolvido pelos representantes das diversas tradições foi acerca do significado da vida para a sua tradição religiosa. Na abertura houve um momento de interiorização ao som de flauta doce. Foram ouvidas músicas de diferentes culturas como alemã, chinesa, portuguesa, africana, brasileira, francesa, russa, entre outras. Após a audição das músicas as pessoas foram convidas a refletir sobre a diversidade dos códigos culturais religiosos que atuam a partir da mesma tônica, o sagrado , e que se expressam em uma rica diversidade de padrões.

A fim de relacionar esta idéia ao fenômeno religioso foi apresentado um poema de Pierre Weill:

“Sou desprovido de nome, porque todo nome me limita Porém, muitos nomes me deram. Sou Brahman. Sou Brahma, Vishnu e Shiva, O que cria, mantém e dissolve. Sou Jahve. Sou Buda. Sou Cristo. Sou o Pai, com ou sem barba. Sou o Filho. Sou o Espírito Santo. Sou Allah, Sou Alfa e ômega, o começo e o fim. (…) Sou energia. Sou a natureza. Sou o Verbo. (…) Sou consciência. Sou Deus. Sou o Eterno. Sou Universo. (…) Sou você dentro do teu corpo. Sou também o teu próprio corpo. Sou a vida que me torna eterno. (…) Sou as partes que estão no todo. Sou o todo que está em todas as partes. (…) Sou o homem. Sou a mulher. (…) Sou sujeito, sou objeto, sou espaço entre os dois. (…) Sou o autor. Sou o ator. Sou o papel. Sou a peça. Sou o espectador. (…) Sou zero. Sou um (…) Como infinito eu permeio todo finito. Como finito volto sempre a ser o infinito. Como eterno desfruto do tempo. Como tempo me dissolvo no eterno. (…) Enfim sou a tua alma através da qual desfruto da imensa bem-aventurança” (do livro Revolução Silenciosa)

Fez-se, então, a leitura de uma história indiana, extraída de um texto sobre o diálogo inter-religioso elaborado pelo doutor em ciências da religião, Pe. Joachim Andrade.

“Em uma aldeia havia um mestre religioso, que falava sobre o propósito das religiões. Um dia uma grande multidão formada por diversas tradições religiosas reuniu-se para escutá-lo. Então um homem na multidão lhe perguntou. “Mestre, qual é o objetivo de todas as religiões?” O mestre lhe respondeu: “como a água tem sua fonte no topo da montanha e ela transforma-se em diversos rios fluindo até ao mar, da mesma forma o único Deus é visto por diversos ângulos pelas pessoas diferentes. Assim as diversas religiões são criadas ou fundadas pelos seres humanos, mas cada religião tem um propósito de chegar a um único Deus. Somente as regras é que são diferentes”. Então tiveram a palavra o presidente da ASSINTEC e representantes da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba e Secretaria Estadual de Educação do Paraná.

Publicado originariamente em 2008.

/ Brasil

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