Pernambuco -Diretrizes curriculares do Ensino Religioso em debate

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Pernambuco -Diretrizes curriculares do Ensino Religioso em debate

As novas diretrizes curriculares do Ensino Religioso nas escolas e as conexões com as pós-graduações em Ciências da Religião foram tema de debate no dia 26 de fevereiro de 2019 no auditório do Centro de Teologia e Ciências Humanas (CTCH). Quem falou sobre o assunto foi o reitor da Universidade São Francisco (SP) e diretor da editora Vozes, Prof. Dr. Gilberto Garcia. Ele foi convidado pelo Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião da Unicap (PPGCR), que está completando 15 anos. “Garcia presidiu a comissão do Conselho Nacional de Educação que lançou as diretrizes curriculares nacionais para as graduações em Ciências da Religião”, disse o Prof. Dr. Gilbraz Aragão, que também fez parte da comissão, ao apresentar o convidado.
A explanação de Garcia fez um resgate histórico para contextualizar o que ele chama de “tensionamento entre a laicidade e confessionalidade” ainda presente nos dias de hoje em torno dos debates sobre o Ensino Religioso nas escolas públicas brasileiras. Desde os primórdios da educação nacional que tinha a ver com a evangelização e catequização dos povos indígenas até a votação durante uma Ação de Constitucionalidade julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Para Garcia, um dos imbróglios do debate está na falta de conhecimento teórico daqueles que elaboram essas políticas públicas. Segundo ele, há uma dificuldade em fazer uma diferenciação entre Ensino Religioso e Teologia.
“A base epistemológica das Ciências da Religião é religião entendida como sistema simbólico cultural, já a base epistemológica da Teologia é a confessionalidade, a doutrina a partir de uma tradição, seja ela qual for. Então, o objetivo das diretrizes (das Ciências da Religião) recém-homologadas é formar professores para a docência do Ensino Religioso. A diretriz curricular da Ciência da Religião chamou para si a responsabilidade de formar professores para o Ensino Religioso”. No entanto, Garcia fez questão de ressaltar que as diretrizes não colocam o campo das Ciências da Religião e da Teologia “em guerra”.
A explanação de Garcia fez um resgate histórico para contextualizar o que ele chama de “tensionamento entre a laicidade e confessionalidade” ainda presente nos dias de hoje em torno dos debates sobre o Ensino Religioso nas escolas públicas brasileiras. Desde os primórdios da educação nacional que tinha a ver com a evangelização e catequização dos povos indígenas até a votação durante uma Ação de Constitucionalidade julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Para Garcia, um dos imbróglios do debate está na falta de conhecimento teórico daqueles que elaboram essas políticas públicas. Segundo ele, há uma dificuldade em fazer uma diferenciação entre Ensino Religioso e Teologia.
“A base epistemológica das Ciências da Religião é religião entendida como sistema simbólico cultural, já a base epistemológica da Teologia é a confessionalidade, a doutrina a partir de uma tradição, seja ela qual for. Então, o objetivo das diretrizes (das Ciências da Religião) recém-homologadas é formar professores para a docência do Ensino Religioso. A diretriz curricular da Ciência da Religião chamou para si a responsabilidade de formar professores para o Ensino Religioso”. No entanto, Garcia fez questão de ressaltar que as diretrizes não colocam o campo das Ciências da Religião e da Teologia “em guerra”.

Fonte: Boletim UNICAP – Publicado por Redaçãoem 26 de fevereiro de 2019

Publicado originariamente em fevereiro de 2019.

/ Brasil

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