Peru – Professor desafia evangélicos a proporem educação religiosa (Peru, Lima)

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Peru – Professor desafia evangélicos a proporem educação religiosa (Peru, Lima)

LIMA, maio 31 (alc). Diretores de colégios, pastores e professores evangélicos deveriam se preocupar em elaborar um currículo de educação religiosa para estudantes dessa confissão e não simplesmente criticar o Ministério da Educação por suposto favoritismo à Igreja Católica.

Essa foi a reação do professor Pedro Merino Boyd, presidente da Igreja Evangélica Presbiteriana-Reformada (IEPR) e coordenador da Comissão de Educação Religiosa do Conselho Nacional Evangélico, diante das críticas surgidas em setores evangélicos depois de divulgada a resolução do Ministério da Educação que exige dos professores a confessionalidade católica e a aprovação do bispo da diocese para lecionar a disciplina de Ensino Religioso nos colégios públicos.

“Pessoalmente, não estou de acordo que, neste tempo em que deveria prevalecer a separação Igreja-Estado, sejam aprovadas resoluções semelhantes. Mas os evangélicos (14% da população de 24 milhões de habitantes) deveriam saber que eles também podem acolher o que dispõem a resolução que beneficia a Igreja Católica”, agregou.

Merino disse que a resolução ministerial refere-se a uma norma vigente desde 1972, declarando que “cada confissão religiosa elaborará o currículo de educação religiosa correspondente, assim como os guias didáticos e os textos, em coordenação com o Ministério da Educação, o qual lhes dará valor oficial”.

“Ao invés de criticar o Ministério devemos colocar-nos a trabalhar um currículo de educação religiosa evangélico, assim como textos para os diferentes níveis escolares e depois coordenar com o Ministério”, defendeu.

O líder presbiteriano disse que uma vez firmado o reconhecimento se poderá exigir o direito que cabe a crianças e jovens evangélicos nos centros de educação públicos e nos colégios confessionais de terem a disciplina de Ensino Religioso com base nas orientações de suas igrejas.

Atualmente, os estudantes evangélicos matriculados em colégios públicos pedem dispensa da matéria de Ensino Religioso, o que muitas vezes os prejudica por falta de qualificação nesta área, ou ainda por ficarem expostos a tratamento discriminatório.

Segundo Merino, com o dispositivo legal de 1972 se poderão exigir que o Ministério da Educação pague os salários dos professores evangélicos nos colégios do Estado.

Publicado originariamente em 12 de fevereiro de 2012.

/ Internacional

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