Rio de Janeiro – Seminário Decolonizando Práticas e Saberes em Religião e Educação tecendo Escrita e Narrativas

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Rio de Janeiro – Seminário Decolonizando Práticas e Saberes em Religião e Educação tecendo Escrita e Narrativas

O IPFER em seu Programa Educar na Diversidade foi parceiro no Seminário Decolonizando Práticas e Sáberes em Religião e Educação tecendo Escrita e Narrativas no dia 28 de abril de 2018 na cidade de Maricá no Estado do Rio de Janeiro sob a Coordenação de Célia Cristo, Márcia Passos, Marcos Verdugo, Sandra Gurgel e Zélia Ponã Puri

A territorialidade, a ancestralidade e o pertencimento são elementos importantes para construção do nosso lugar no mundo. Os indígenas e negros que vieram antes de nós, passaram por um passado escravista que pretendeu colonizar corpos, mentes, cultura e a através da subjetividade e da demonização de suas tradições religiosas. É neste sentido que o nosso, II SEMINÁRIO DECOLOLIZANDO PRÁTICAS E SABERES EM RELIGIÃO E EDUCAÇÃO: TECENDO ESCRITAS E NARRATIVAS propôs permitir o contato, o encontro e a troca com os saberes vindos da África ou mesmo nas Américas e trazer a lembrança que estes povos nasceram livres. O encontro, possibilitou aos participantes, defrontar-se com nossa imagem, e diante do espelho repensar a história. E foi assim debaixo das sombras das mangueiras, em circulo, em roda, ao som dos tambores africanos e do chocalho xamânico, unimos o princípio da existência brasileira e suas narrativas. A trama teórica se enfeita de vida, trasbordando de notas de pé página e referências bibliográficas, escritas nas linhas do chão que estávamos sentados, plantados como elementos empíricos, palpáveis e mensuráveis, rodeado pelas crianças e sua produção de conhecimento. Ocorreram momentos de profundos estudos, reflexões e trocas de experiências, que foram, efetivamente, muito significativos para a ampliação do olhar sobre as questões raciais em diferentes territórios, na Ciência da Religião, na Psicologia, na Educação, nos diferentes seguimentos que ela representa, na Sociologia, no Serviço Social, e também na Cultura e na Arte. Estes encontros que se deram na escuta, no olhar, no sentir e no repensar, nos permitiram compreender que o atravessamento entre os valores e identidades raciais, religiosas e as margens que representam a realidade, possibilitam a construção das relações raciais, sociais, pluralismo e resiliência diante a uma outras episteme decoloniais, com todo o sentido de nos permitir o lugar de de aprendizes da convivências entre diferentes cosmovisões, intimamente relacionada as culturas negras africanas, afro-americanas. O cotidiano, a narrativa com valor de documento, notas e registros, se tornam elementos primordiais para reconhecer as práticas segregativas e excludentes, mesmo que negadas. Com intensidade se repetem e reproduzem práticas e discursos de rejeição aos mitos históricos religiosos, culturais e de colonização negra e indígena. Mas ao mesmo é necessário pensar na possibilidade de cura e de construção na dimensão acadêmica, mas de modo que falemos para todos. É neste sentido que a proposta deste projeto é desvelar as práticas cotidianas para a internalização efetiva das Leis 10639 e 11.645/2008.

    

Publicado originariamente em 30 de abril de 2018.

Fonte: Equipe de Coordenação

/ Brasil

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