Rio de Janeiro – Seminário internacional debate religião e cultura na América Latina

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Rio de Janeiro – Seminário internacional debate religião e cultura na América Latina

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) se uniram na promoção do Seminário Internacional Religião e Cultura na América Latina, iniciado nesta terça-feira, dia 17, no auditório Prof. Manoel Maurício, do campus da Urca, que abriga o Centro de Filosofia e Ciências Humanas.

O evento é coordenado por docentes do Curso Serviço Social das duas universidades e está dividido em duas mesas de debates a cada dia, com quatro palestrantes e um debatedor.

A primeira mesa debateu o tema Diversidade Religiosa e Cultura Popular na América Latina. O pesquisador Joel Robbins, da Universidade da Califórnia San Diego, descreveu as dinâmicas de confiabilidade pelas quais os pentecostais tornam as crenças socialmente confiáveis. Carlos Garma, professor da Universidade do México, descreveu o culto à Santa Morte, sua história e impacto na cultura mexicana.

Cecília Mariz, da UERJ, falou dos processos de inculturação, especialmente nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Já Clara Mafra, da UERJ, discorreu sobre as dinâmicas na disputa por hegemonia presentes no imaginário carismático e pentecostal. O debate, coordenado por Roberta Campos, da Universidade Federal de Pernambuco, levantou e contestou diversas questões, a partir das falas.

Religião e esfera pública foi o tema da segunda mesa de debate, com a participação de David Lehmann, da Universidade de Cambridge, que discorreu sobre o movimento carismático católico e os limites do pentecostalismo clássico. Foi seguido por David Smilde, da Universidade da Geórgia, que abordou o papel das Igrejas nos processos de mudanças do governo Hugo Chávez, na Venezuela.

Paula Montero, da Universidade de São Paulo, mostrou como o discurso da laicidade do Estado se firma na própria Igreja Católica, que formatou o discurso na sociedade. Maria das Dores Machado, da UFRJ, mostrou como os políticos chamam membros da Igreja para a vida pública e como a sociedade reage a esse processo. E a docente Patrícia Birman, da UERJ, levantou aspectos dos diversos discursos, destacando as razões pelas quais a religião só chega à esfera pública como comunicação.

Publicado originariamente em 28 de agosto de 2010.

/ Brasil

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