Rio Grande do Norte – Professores de Ensino Religioso conhecem a Comunidade Quilombola da Capoeira

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Rio Grande do Norte – Professores de Ensino Religioso conhecem a Comunidade Quilombola da Capoeira

Cerca de 40 professores do Ensino Religioso da Rede Pública de Natal participaram no dia 11 de setembro de 2017 de uma aula de campo para vivenciarem um pouco da história da presença do povo e da cultura negra em solo potiguar. A atividade integra o processo de formação continuada promovido pela Secretaria Municipal de Educação de Natal. De acordo com a assessora pedagógica da SME, a professora Maria do Socorro de Oliveira, um dos objetivos principais foi o de proporcionar o conhecimento da cultura afro, fazendo uma retrospectiva de como se estabeleceu ao longo da história a figura do povo negro e suas tradições no Brasil. “O conhecimento de nossas raízes étnicas e culturais é fundamental para a afirmação de nossa identidade brasileira”, destaca a professora que integra a equipe de formadores de Ensino Religioso da SME. Na programação, uma visita ao Museu do Ferreiro Torto, no município de Macaíba, distante 14 km de Natal, e que remonta a construção ao ano de 1614, quando era conhecido por Engenho Potengi. A história conta que forças holandesas atacaram o local por diversas vezes. O local foi destruído em combates e reconstruído em 1847. Durante a visita, os professores foram recebidos pelo secretário municipal de Cultura de Macaíba, Marcelo Augusto Medeiros Bezerra, que relatou toda história local, destacando a presença negra no engenho e a religiosidade praticada pelos proprietários e também pelos negros escravos. Depois do Museu do Ferreiro Torto, os professores conheceram a Comunidade Quilombola da Capoeira, distante 13 km do Museu do Ferreiro Torto. O espaço é habitado por descendentes de escravos que fugiram ou foram alforriados pelos proprietários do Engenho do Ferreiro Torto, e estabeleceram moradia nas proximidades do rio Jundiaí. A comunidade busca resgatar a identidade negra e toda herança africana com danças e tradições, embora, não exista mais na localidade, o culto das religiões afro-brasileiras, a comunidade figura como um espaço de resistência da presença negra no Rio Grande do Norte.

Publicado originariamente em 18 de outubro de 2017.

/ Brasil

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