São Paulo – Mais um absurdo em nome do ER: Assembléia aprova criação da disciplina

SAO PAULO

São Paulo – Mais um absurdo em nome do ER: Assembléia aprova criação da disciplina

O texto aprovado não especifica se será tema opcional ou se será um conteúdo a ser abordado em várias matérias

Projeto requer sanção do governador José Serra para vigorar; em Sorocaba, projeto foi instituído pelo marido da deputada

LEANDRO BEGUOCI DA REPORTAGEM LOCAL

Deus recebeu autorização da Assembléia Legislativa de São Paulo para virar disciplina na rede pública estadual de ensino fundamental. Foi aprovada lei que institui o projeto “Deus na escola”, de autoria da deputada estadual Maria Lúcia Amary, líder do PSDB na Assembléia. O texto aprovado não especifica se “Deus na escola” será matéria opcional a mais na grade curricular ou conteúdo espalhado na grade curricular, tratado em várias matérias. Nem define o conceito de Deus. Diz apenas que “será composto um grupo de estudos formado por professores, pedagogos, estudiosos e representantes de diversas religiões para, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa, elaborarem um manual do projeto “Deus na escola”, homogêneo a todas as crenças religiosas”. Hoje, o ensino religioso é facultativo nas escolas de ensino fundamental do Estado. Para entrar em vigor, o projeto precisa da sanção do governador José Serra (PSDB). O secretário da Casa Civil do tucano, Aloysio Nunes Ferreira, disse que o texto não foi discutido com o governo e, portanto, não sabe do que se trata. Porém, destacou ser “preciso tomar muito cuidado com os princípios de laicidade do Estado previstos na Constituição do país” e que isso deverá ser levado em conta na avaliação. Em Sorocaba, em 1997, no governo do marido de Maria Lúcia, o hoje deputado federal Renato Amary (PSDB), o “Deus na escola” foi instituído. A cartilha usada em salas de aulas se propunha “a auxiliar o professor do ensino fundamental que, voluntariamente, se dispuser a ministrar aulas de religião, interdisciplinariamente”. A autora diz ter confiança de que o projeto será sancionado. “Queremos construir o caráter das crianças por meio de Deus”, diz a deputada, católica.

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De Roseli Fischmann, recebo os documentos abaixo. Peço perdao ao leitor, mas se trata de um atentado a mais ao direito publico. Roseli Fischmann 20 Sep 2007 09:05:28 -0300 Assunto: Cobertura da mídia sobre o projeto Deus na Escola

A Folha de S.Paulo está cobrindo hoje o tema do absurdo projeto “Deus na Escola”, aprovado na Assembléia Legislativa de S.Paulo e que, como alguns colegas confirmaram após a mensagem anterior, foi aprovado em 28 de agosto, tramita ainda internamente na ALESP, para a seguir ir à sanção/veto do Governador Serra. A CBN/Heródoto Barbeiro ontem entrevistou a deputada que apresentou o projeto (que declarou que a “matéria” poderia ser dada por “qualquer um”, até “pelos próprios pais dos alunos na escola”). Hoje a entrevista foi comigo, e o Heródoto procurou frisar o signficado do Estado laico na escola, afirmei que o projeto é inconstitucional ao propor “conteúdo homogêneo para todas as crenças” – e bancado pelo bolso do contribuinte. O Heródoto perguntou se, por hipótese, fosse constitucional, se seria exeqüível, e eu disse que é justamente por ser inexeqüível, por ser impossível conciliar conteúdos de religiões tão diferentes, que é inconstitucional, que viola as religiões/denominações. O exemplo que tomei foi a partir do próprio conceito de Deus, diferente entre as monoteístas, não atende às politeístas e distante das religiões que sequer se valem de uma divindade – e o Heródoto completou “como o budismo”. Como ele abrira a matéria propondo que as pessoas se dirigissem aos deputados, propus que complementarmente e mais importante neste momento, era que se dirigissem também e em particular ao governador.

Ontem a Rede Record confirmou que veicularia matéria a respeito, gravou entrevista comigo, já havia gravado com a deputada, mas não cheguei a assistir, seria no jornal das 20h. Se conseguir a transcrição, enviarei a todos. Estou juntando aqui o arquivo da matéria da Folha de S.Paulo, para os que não têm acesso ao jornal, e gostaria de sugerir novamente que todos os que possam fazer algo a respeito, que se movimentem nessa direção, em particular com relação a mostrar ao Governador Serra como o veto a esse absurdo é o esperado. Estou anexando também o material que se refere ao manual de mesmo nome do projeto aprovado nesse PL, que foi utilizado em Sorocaba e a que a FSP faz menção, porque considero relevante partilhar esse resultado de pesquisa que venho desenvolvendo com alguns colegas, mesmo antes de resultados analíticos finais, pois há urgência.

É de interesse de todas as minorias religiosas, pois constitui grave violação do direito à liberdade de crença, como jamais aconteceu antes, merecendo toda mobilização para que seja vetado pelo Governador – lembro que a deputada é, no momento, líder do PSDB na ALESP. Para o conhecimento científico é desastroso, porque desaparece o espaço do pensamento e da criação científica. Para a ética, é devastador, porque a única justificativa para que os seres humanos se respeitem, é o recurso à divindade. Sobretudo às companheiras do movimento de mulheres peço atenção, porque há tópicos ali de interesse para quem trata de direitos reprodutivos e saúde reprodutiva. Muito obrigada pela atenção e a todos os que me enviaram colaborações a partir de minha soliciação na terça-feira e peço que continuem a mobilização. Se tiverem novidades, serão bem vindas.

Roseli Fischmann

 

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PROJETO:

Secretaria da Educação SEDU Programas e Projetos Introdução O Ensino Religioso como área do conhecimento é integrante e integrador da oferta curricular, auxiliando o educando, a partir de suas inquietações e anseios a buscar respostas a princípios e valores fundamentais e absolutos, como: valorização do ser humano, respeito pela vida, convivência fraterna, abertura, democracia e integridade. Compreende, ainda, o processo evolutivo do educando que visa o seu desenvolvimento físico, psicossocial, intelectual, cultural e religioso. Assim, a partir da realidade da própria vida do educando. A educação religiosa, visa possibilitar ao educando maior abertura e compromisso consigo mesmo, com o próximo e com Deus, de forma transformadora e integradora ao contexto escolar, inserindo-o na realidade social, econômica, política, cultural, religiosa e ambiental de sua cidade, permitindo-lhe o desenvolvimento integral e a construção de uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais acolhedora. Entende-se que a Escola é o espaço de construção de conhecimentos. Como todo conhecimento humano é o capital consolidado da humanidade, é portanto, patrimônio nosso, sem dúvida que o conhecimento religioso deve também estar disponível a todos os que a ele queiram ter acesso. A Escola deve integrar, dentro de uma visão de totalidade, os vários níveis de conhecimento: o sensorial, o intuitivo, o afetivo, o racional e o religioso. Assim, o conhecimento religioso, enquanto sistematização de uma das relações do ser humano com o transcendental (divino), está ao lado de outros, que, articulados, explicam o significado da existência humana. Ele é o instrumento que auxilia na superação das contradições de respostas isoladas de cada cultura. Criar a oportunidade de ter o Ensino Religioso de forma sistematizada permite uma compreensão mais crítica do cidadão, isto é, de todos nós. VOLTAR Prefácio A idéia deste manual nasceu da necessidade que sentimos em nossa vida de educadora, de mãe de família e cidadã, da palavra de Deus como caminho, dádiva e conforto para nossas crianças e jovens. Sentimos a falta que faz o respeito a Deus, a espiritualidade e a sensibilidade que Sua palavra nos traz. Sonhamos, então, com um manual que viesse colaborar com os professores, nessa sublime transmissão, nesse santo despertar, sem dogmas ou doutrinas. Um manual que sintetizasse muitas religiões e não ferisse a nenhuma delas. Notamos também que muitos professores procuravam falar sobre Deus, mas o faziam timidamente, receosos da rejeição dos pais. Outros, potencialmente capacitados, se omitiam por segurança, temerosos em discorrer sobre algum ponto que ferisse doutrinas. Como diretora de escola tentamos reunir alguns líderes religiosos para isso, mas sem sucesso. Era o Projeto “Deus na Escola”. A dificuldade da implantação esbarrou no grande número de religiões existentes, na falta de horários e espaços físicos nas escolas, além da questão da remuneração. Em 1997, então como Secretária da Educação e Cultura da Prefeitura Municipal de Sorocaba, sentimos que devíamos tentar novamente. Fizemos, através de toda a imprensa, um convite aberto a todas as religiões. Várias reuniões foram realizadas. Expusemos nossas idéias e nossos objetivos. Discutimos com o grupo como fazê-lo, como transformar em realidade o Projeto “Deus na Escola”. Formou-se, então, um grupo de boa vontade, altamente capacitado, com professores, advogados, pedagogos e estudiosos, possuidores de profundos conhecimentos bíblicos e representantes de diversas religiões. Dessas religiões surgiu este manual. Restava agora a escolha de uma capa. Foi feito um convite às escolas, e as crianças da primeira à quarta série participaram com desenhos. O mesmo grupo que elaborou este manual, fez a escolha do desenho que ilustraria a capa. Assim, Deus começaria a entrar na escola, através deste manual. Despretensiosamente ele pretende auxiliar o professor do Ensino Fundamental que, voluntariamente se dispuser a ministrar aulas de Religião, interdisciplinarmente. Não pretendemos substituir a tão necessária educação religiosa dada pela família. Esperamos, sim, que se leve a quem não conhece o respeito, o caminho e a dádiva do amor divino. Esperamos que este manual tenha uma ação interativa, adicional ou supletiva. Agradecemos ao Prefeito de Sorocaba Dr. Renato Fauvel Amary, pelo apoio e incentivo a esta idéia. O Amor de Deus nos uniu neste trabalho. Que Deus Mestre abençoe e inspire a todos que participaram da elaboração deste e aos que dele se utilizarem. VOLTAR Sugestões ao Professor – Leia atentamente todo o manual. – Discuta com o Professor Coordenador ou Coordenador Pedagógico e Diretor da Escola seu conteúdo e aplicação. – Faça uma reunião com os pais e apresente-lhes este manual. – Explique-lhes como pretende dar as aulas e o objetivo delas. – Solicite que assinem uma autorização para que seu filho participe dessas aulas. – De preferência escolha a última aula de um dia da semana para as aulas de religião, pois assim os alunos não autorizados pelo pais poderão sair mais cedo ou ficarem no pátio, ou biblioteca em outra atividade, conforme orientação do Diretor da Escola. VOLTAR Amor “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” Jo. 4:8 Não podemos pensar em amor, sem pensar em Deus, pois Deus é a essência mais pura do amor. Deus é amor: Isso é o que nos ensina a Bíblia. Essa é uma das grandes afirmações das Escrituras. O amor, é naturalmente um atributo de Deus, que permeia todas as coisas. Tudo o que Deus faz, todos os atos de Deus estão marcados pelo amor. Deus é amor, porque todos os demais atributos, são expressões do seu amor. Assim podemos dizer que a bondade de Deus se baseia sobre o seu amor; Ele expressa bondade porque ama. E a sua justiça embora se mostre severa em certas ocasiões, se baseia no amor; pois até mesmo os juízos de Deus são medidas pelas quais Ele mostra às pessoas o erro dos seus distorcidos caminhos, e, ao mesmo tempo fazendo-as reconhecerem a justiça e a verdade. O amor de Deus é belo, é puro, é bom… Agora, como nós seres humanos podemos responder ao amor de Deus? É possível ao ser humano amar? Sim, Deus nos dotou com condições de amar. Aliás a única maneira de responder ao amor de Deus, é através do amor, que demonstramos. Não podemos dizer que amamos simplesmente a Deus, se não expressarmos isso de maneira concreta e prática. A Bíblia nos ensina que quando aprendemos que Deus nos ama, devemos amá-Lo também, e, fazemos isso mediante ao amor ao nosso próximo. Quando amamos nosso próximo, bem como, as coisas que Deus criou, estamos demonstrando nosso amor, respeito e consideração por Deus. Mas, como saber que Deus nos ama? Deus nos ama através da sua criação. Deus criou todas as coisas, incluindo cada um de nós, porque Ele nos amou. Deus criou as aves, as árvores, as flores, os animais, e tudo o que se pode ver, como aquilo que não se pode ver, como um ato de amor. Foi o amor de Deus que O levou a criar todas as coisas. Quando entendemos que Deus nos ama, entendemos que Ele está preocupado com cada um de nós. Deus é presente. Ele é Deus conosco. Ele está interessado em suas criaturas. Ele é o Deus providente. Ele não apenas cria, mas providencia os meios para que sua criação possa permanecer, Ele faz isso através da natureza, da família, etc.. O amor de Deus por nós deve-nos conduzir ao amor próprio, pelo nosso próximo e pelas coisas que Ele criou. VOLTAR Amor de Deus na criação

“Todas as coisas criadas por Deus, as visíveis e as invisíveis, são expressão do seu amor. A criação é um ato de amor” 1.1. Objetivo: Levar a criança a: Entender que as coisas criadas expressam o amor de Deus. Sentir o amor de Deus nas coisas criadas por Ele. Cuidar das coisas criadas por Deus. 1.2. Recursos Pedagógicos: Usar o texto bíblico: “E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gn. 1:31). O professor deve aproveitar o momento para cânticos. O professor pode ainda: Levar um peixe num aquário, um vaso de flor. Orar agradecendo a Deus todas as coisas criadas. O professor pode fazer uma lista junto com os alunos do que está mais próximo da realidade de cada um. 1.3. Pistas: Todas as coisas que Deus criou, são expressão do seu amor. Uma das maneiras de Deus demonstrar que nos ama, é, através da criação. Quando nós olhamos para a Bíblia, notamos que antes de Deus criar o ser humano, Ele criou todas as coisas, para que o homem e a mulher, tivessem condições de sobreviver. Isso é realmente um amor imenso e maravilhoso de Deus. Nas coisas criadas por Deus, não vemos apenas o amor, como também a beleza, a harmonia e a ordem. As flores, os pássaros, as estrelas, enfim, se observarmos bem, veremos como é linda a criação de Deus. Como nós temos tratado da natureza criada por Deus? O que temos feito com a criação de Deus? Será possível a vida no planeta terra sem a natureza? Como nós respondemos ao amor de Deus em sua criação? Sem dúvida que essas perguntas são importantes, nós precisamos levar em consideração que sem a natureza, não há qualquer possibilidade de existência. Quando eu cuido das coisas criadas por Deus, eu estou colaborando com o meu próprio bem-estar, assim como estou contribuindo para que outras pessoas vivam bem em nossa casa, que é a terra. A natureza é importante, não só para o ser humano, assim como para todos os seres vivos. Você já viu, quando um navio derrama óleo no mar? Muitos peixes morrem. O que acontece quando há incêndio na floresta? Sim, muitos animais morrem. 1.4. Compromisso: A partir de hoje eu estou consciente de que o amor de Deus é também demonstrado nas coisas criadas por Ele, sendo assim, me comprometo a amar a Deus também, cuidando das coisas que Ele criou para a minha felicidade. 1.5. Atividades: As crianças deverão ilustrar numa cartolina, naturalmente ou de outra forma preferida pelo(a) professor(a), as quatro estações do ano. As crianças poderão ainda, ilustrar de forma criativa a devastação da natureza. É possível também elaborar um quadro com recortes mostrando a beleza das coisas criadas por Deus. VOLTAR Eu com o meu Deus “O homem foi criado por Deus, portanto, só achará sentido para sua vida em Deus”. 2.1. Objetivo: Levar a criança a: Compreender a importância de Deus em sua vida. Sentir a presença de Deus através da leitura da Bíblia e da oração. Praticar os ensinamentos de Deus em sua vida diária. 2.2. Recursos Pedagógicos: A Bíblia: Leituras de textos tais como: “Feliz a pessoa que não anda no conselho dos ímpios, não para no caminho dos pecadores e nem se assenta na roda de pessoas más. Antes tem a sua alegria na lei de Deus, e, nesta lei medita de dia e de noite” (Sl. 1:1,2). “Os teus mandamentos são mais desejáveis do que o ouro” (Sl. 19:10). Cânticos que expressem a importância da vida com Deus, oração, poesias, uma pequena redação. O professor pode criar histórias que falem do relacionamento com Deus. Cartazes, recortes, etc.., também poderão ser usados. 2.3. Pistas: Nós nos relacionamos com muitas pessoas: Pais, irmãos e amigos. É muito importante nos relacionarmos. Assim entendemos que o relacionamento com Deus é muito saudável. À medida que vivemos bem com Deus, poderemos viver bem com o nosso próximo também. Se buscamos as coisas de Deus em primeiro lugar, as demais nos serão acrescentadas, é isso que nos ensina a Bíblia (veja Mateus 6:33). Como viver bem com Deus? Como posso demonstrar que amo a Deus de verdade? Como posso ter um relacionamento agradável com Deus? Para viver bem com Deus, preciso estar sempre em comunhão com Ele. A minha vida pode estar diante de Deus através da leitura da Bíblia, da oração, dos cânticos, na participação dos programas da minha comunidade religiosa, etc.. Posso amar a Deus, amando o meu próximo, como veremos mais adiante na próxima lição. Amo a Deus à medida que cuido das coisas que Ele me deu, conforme vimos na lição anterior. Busque sempre a Deus. Mantenha um diálogo com Deus. Quando oramos, nós estamos falando com Deus, quando lemos a sua Palavra, Ele está falando conosco. 2.4. Compromisso: Agora sei que posso me relacionar com Deus. Se mantiver um bom relacionamento com o Pai Celestial, também terei condições de viver melhor com as pessoas ao meu redor. Assumirei um compromisso de estar sempre orando, lendo a Bíblia, e, sobretudo, tratando bem as outras pessoas. 2.5. Atividades: Cada criança deverá fazer uma história sobre o relacionamento com Deus. As crianças poderão fazer poesias que demonstrem a importância da comunhão com Deus. Pode-se montar um mural com recortes que demonstrem pessoas buscando a Deus. Oração de agradecimentos, pedidos. Montar uma história em quadrinhos. VOLTAR Eu comigo mesmo “Amar a si mesmo é bom para desenvolver a autoconfiança. Quem ama a Deus, ama as coisas criadas por Deus, com certeza, amará a si mesmo”. 3.1. Objetivo: Levar a criança a: Entender que é mais feliz quem vive bem consigo mesmo. Sentir amor por sua própria vida. Cuidar de si mesmo, desenvolvendo uma auto-imagem positiva. 3.2. Recursos Pedagógicos: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Marcos 12:31). “Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe” (Salmo 139:13). Pode ser montado um painel com gravuras onde se percebe claramente crianças cuidando de seus corpos. Aproveite para deixar as crianças tirarem as conclusões. Peça à criança para fazer uma poesia sobre: “Meu corpo é dádiva de Deus”. Pode-se usar também cânticos e orações. 3.3. Pistas: A Bíblia diz: “Vosso corpo é santuário do Espírito Santo” (I Coríntios 6:19). Quando cuidamos do nosso corpo. Quando amamos a nós mesmos, estamos amando e cuidando daquilo que Deus fez. Nosso corpo é importante, não só pela beleza exterior, mas, especialmente pelo fato de que foi Deus quem nos fez assim. É importante desenvolver a nossa auto-imagem. Ter uma auto-imagem positiva é extremamente necessária para enfrentarmos a vida lá fora. Fazer nossa higiene pessoal é muito bom para deixar nosso corpo saudável e bonito. Tomar refeições na hora certa, etc.. Uma outra forma de cuidar do corpo que Deus nos deu é evitar de prejudicá-lo com o uso de: drogas, álcool, cigarro, etc.. Essas coisas trazem doenças que prejudicam nosso corpo. É preciso também aprendermos a falar coisas bonitas, pois quando falamos palavrão, quando respondemos a alguém de forma mal educada, estamos também contaminando o nosso corpo. Veja quantas coisas nós podemos fazer para nosso próprio bem-estar. Faz-se necessário lembrar que o fato de cuidarmos bem de nós mesmos não é egoísmo, desde que não seja de forma exagerada. 3.4. Compromisso: A partir de hoje estarei desenvolvendo uma auto-imagem positiva, cuidando bem de mim mesmo, pois com isso, estarei criando condições para meu próprio bem-estar. 3.5. Atividades: Escrever com suas palavras uma história sobre sua vida. Desenhar os olhos, as mãos, os braços, as pernas, etc.. Procure fazer uma lista de coisas que podemos fazer com os membros do nosso corpo. VOLTAR Eu com o meu próximo “As pessoas foram criadas para viverem juntas. Conviver é uma arte que o próprio Deus nos ensina. Viver é sobretudo, conviver”. 4.1. Objetivo: Levar a criança a: Sentir que a pessoa que vive em minha volta é um ser humano igual a mim, que necessita do meu amor. O amor para com o meu próximo é realizado quando eu respeito, honro e sou solidário dentro de minha família e na sociedade. 4.2. Recursos Pedagógicos: Usar o texto: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé ao ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que eu entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará” (I Cor. 13:1-3 ou Lucas 10:25-37, uma vez que ambos falam a respeito do amor). Ensinar que alguns gestos como: cumprimentar o meu próximo, saudá-lo, ser solidário num momento de dificuldade, alegrar-me por seu triunfo, faz parte da demonstração de amor. Usar recortes de pessoas ajudando uma a outra. 4.3. Pistas: O desejo de Deus é que amemos o nosso próximo. Quando amamos a Deus, estamos amando o nosso semelhante. Posso amar meu próximo quando: obedeço a meus pais, ajudo meus irmãos, respeito meus vizinhos e autoridades e quando de qualquer forma me solidarizo com alguém que está enfrentando dificuldades. Podemos demonstrar nosso amor em casa não falando palavrão, mentindo, brigando, desobedecendo ou quebrando objetos intencionalmente. Posso fazer o mesmo, na casa de nossos amigos, na nossa comunidade religiosa, na nossa rua e em nossa escola. Quando amamos, cuidamos das nossas coisas, bem como das coisas do nosso semelhantee se fizermos assim, Deus se agrada de nós. Deus nos amou primeiro, e, quando amamos a Deus, a nós mesmos e ao nosso próximo, estamos sendo agradecidos a Deus pelo seu amor primeiro. 4.4. Compromisso: Hoje entendo que só se pode amar a Deus, na medida em que se ama ao próximo. Assim sendo, me comprometo a ser mais cuidadoso e a estar mais atento, amando as pessoas que estão ao meu redor, pois fazendo assim, estou criando condições para uma vida mais fraterna e mais justa. 4.5. Atividades: Encenar uma pequena peça sobre o bom samaritano, fazendo a aplicação prática para os nossos dias. Escrever uma poesia: “Vive melhor quem ajuda o próximo”. Montar um painel de solidariedade. Fazer uma redação sobre: “amizade”. VOLTAR Família F alar de família, é falar da célula máter da sociedade. Quando pensamos em família, pensamos na mais antiga e estável das sociedades. Foi Deus quem instituiu a família, devendo ela portanto, fundamentar-se nos princípios estabelecidos pelo Senhor em Sua Santa Palavra, e, também nos princípios legais, desde que esses não firam as ordenações bíblicas. Entendemos que a família é a base, o fundamento, o alicerce e a força de qualquer sociedade, independente de credo, o bem estar social depende da boa formação familiar. O bom cidadão começa a ser modulado dentro do lar, na família. Da família depende também a continuidade da raça humana aqui na terra. Assim sendo, a família deve estar estruturada, para que possa perpetuar a espécie com inteligência e sabedoria. É imprescindível que a família tenha bem definido seus objetivos, a fim de que possa haver um relacionamento harmonioso, equânime, fraterno, justo, saudável, disciplinado e cheio de amor. Precisamos entender que a família deve ser sólida, para que a sociedade também seja sólida. Os bons princípios do lar devem ser mantidos com base na Palavra de Deus. Apesar de vivermos na era da comunicação, presenciamos com lamento a morte do diálogo na família, assim necessitamos com urgência, resgatar valores tais como: autoridade, disciplina, comunicação, valorização do outro, reverência, gratidão, comunhão e perdão, princípios estes fundamentais que tornam o lar um espaço de compreensão e amizade e não uma arena de disputas e discórdias. Entendemos também que a família precisa resgatar os princípios morais, como fidelidade conjugal. A família deve ser preservada de todo tipo de imoralidade, isto porque, a imoralidade: corrompe os bons costumes, destrói a união familiar, conduz a família ao caos, a separação, etc.. Para que a família seja bem sucedida e feliz, e saiba enfrentar todos os problemas de forma positiva, os pais e os filhos devem desempenhar seus papéis, só assim ela poderá ser o paradigma para a sociedade. VOLTAR Função da Família “A família foi instituída por Deus para a preservação da espécie, o bem estar do ser humano e a fundamentação da sociedade”. 1.1. Objetivo: Levar a criança a: Entender a importância da família, como instituição divina. Amar sua família, uma vez que ela garante a perpetuação da raça humana e garante a sobrevivência. 1.2. Recursos pedagógicos: O professor pode trabalhar com perguntas: Como é sua família? Quantas pessoas tem em sua família? Você consegue lembrar os nomes de seus tios e tias? E dos primos? Quantos anos tem seus avós? Em que estação do ano você nasceu? Você seria capaz de dizer como são algumas famílias que você conhece? O que você pensa que Deus espera das famílias? Aproveite o momento para listar as necessidades de cada família para então orar pelos problemas de cada um. Use também alguns cânticos. 1.3. Pistas: Por meio da família, Deus concede ao homem a grande bênção de continuar a maravilhosa obra da criação. Em cada novo ser humano que vem ao mundo, renova-se a esperança de uma sociedade mais bonita, como bonita são todas as crianças. Na família também aprendemos os princípios básicos para a vida, tais como: o respeito, a solidariedade, a educação que é tão importante para vivermos em sociedade. Deus concedeu à família a missão de gerar filhos, não somente de gerar filhos, mas, especialmente, oferecer um ambiente de fraternidade para que a criança possa crescer de forma equilibrada e ser um cidadão respeitado e honrado. Na família também temos a oportunidade de pensar em nosso futuro, traçar nossos alvos e objetivos, estabelecer planos e lutar para conquistá-los, em família também poderemos compartilhar nossos sonhos, nossas alegrias, nossos triunfos e nossos fracassos, assim como receber o consolo para os momentos de tristeza. Para manter os bons costumes, a integridade, a unidade e a identidade da família, é sempre importante voltar as suas origens, isto é, Deus. 1.4. Compromisso: Como membro de uma família, comprometo-me, a partir de hoje a viver de forma integrada, obediente e em plena comunhão com os meus familiares. Agora ente

FOLHA DE SÃO PAULO – 20/09/2007

Publicado originariamente em 20 de setembro de 2007.

/ Brasil

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