Venezuela – Lei da Educação

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Venezuela – Lei da Educação

O Arcebispo de Caracas e Primado da Venezuela, Cardeal Jorge Urosa Savino (foto), disse nesse domingo que “o governo nacional tem tido uma atitude absolutamente negativa ao querer tirar a religião e Deus das escolas.

Em uma frontal crítica ao projeto de Lei de Educação que elimina a religião e concede ao estado poderes na educação das crianças e jovens venezuelanos, Urosa disse que “as famílias cristãs e educadores católicos devem exigir firmemente que se inclua sem dúvida alguma a possibilidade de que as crianças recebem nas escolas a religião que professam os seus pais”.

A reportagem é do sítio Religión Digital, 11-08-2009. A tradução é do Cepat.

A Lei de Educação, explicou o purpurado, “é uma disposição redigida em conceitos ambíguos, no qual se consagra a figura de um Estado que monopoliza a educação e não define a legitimidade nem os direitos que as sociedades intermediárias, como a Igreja e organizadores dos cidadãos tem em dirigir centros de educação privada”.

A nova política, além disso, “elimina a religião nas escolas, porque não reitera o artigo 50 da atual Lei Orgânica de Educação vigente, a qual reza que os pais e representantes têm direito a que seus filhos recebam na educação básica, duas horas de educação religiosa no currículo escolar”.

“O que não se menciona na referida lei é porque está fora; inclusive, se faz a afirmação de que o Estado é laico e a educação deve ser laica, um conceito que por um lado tem uma acepção positiva com o fato de que não se propicia uma religião específica, mas por outro,é um conceito originário da oposição ao religioso que vem da Revolução Francesa”, disse o cardeal.

“É um fato demonstrado antropologicamente que a religião é parte integrante da existência humana e portanto, a sociedade como tal tem o direito de praticá-la”, disse o Arcebispo ao explicar que na Venezuela “é um direito adquirido que as crianças recebam educação religiosa nas escolas”.

O cardeal Urosa censurou finalmente que “não é respeitar ao povo, nem a vontade popular, a celeridade, rapidez e aprovação de artigos na calada da madrugada, e tampouco a vontade popular, pois todas as exigências que tem feito os bispos em repetidos documentos e reuniões com a Comissão de Educação da Assembléia Nacional não foram respeitadas, ainda que expressem direitos plenamente adquiridos sobre a educação religiosa nas instituições educativas”.

Publicado originariamente em 11 de janeiro de 2013.

/ Internacional

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